Unopar desenvolve pesquisa com soro do leite

Laboratório do Centro de Pesquisa
em Ciência e Tecnologia do Leite


O professor doutor Aloísio José Antunes, diretor do Centro de Pesquisa em Ciência e Tecnologia do Leite (Ceptel) da Unopar e coordenador do mestrado em Ciência e Tecnologia do Leite participou, durante a 47ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, em abril, de mesa-redonda sobre “Políticas para o Setor Leiteiro Paranaense”, promovida pelo Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Paraná (Conseleite). O professor discorreu sobre a possibilidade de aproveitamento do soro do leite, hoje um resíduo altamente poluente da indústria de queijo.

“Infelizmente, o desperdício é algo que faz parte da cultura brasileira. Existe o desperdício em nível doméstico, de água, de energia elétrica, de alimentos que sobram nas refeições e que são simplesmente jogados no lixo, de combustível, de hortifrutigranjeiros que são perdidos antes de chegarem à mesa do consumidor. Enfim, não somos um país rico e nos damos ao luxo de jogar fora coisas que poderiam ser aproveitadas ou mais racionalmente utilizadas”, lembrou o pró-reitor, observando que outro grave desperdício é o do soro de leite bovino.

Segundo o professor Aloísio, o soro é o resultado inevitável da fabricação de queijos. “10 kg de leite dão origem a 1 kg de queijo e a 9 kg de soro. Este soro contém cerca de 0,7 kg de proteínas da melhor qualidade biológica. Das proteínas do leite, as do soro são as que apresentam o maior valor nutricional”, explicou. O diretor destacou ainda que o Brasil produz aproximadamente 6 bilhões de litros de soro/ano. A assustadora maioria vai para os esgotos, rios, ou para alimentação animal. “O que vai para o ralo representa um importante agente poluidor ambiental. Polui mais do que todos os resíduos humanos que encontram o mesmo destino”, disse.