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| Esportes: um incentivo à cidadania |
Investimentos em esporte nunca são perdidos. Mais do que uma prática de vida saudável, o esporte pode ter papel fundamental na vida de muitas crianças. As atividades físicas são um estímulo à disciplina, ao condicionamento e até à própria superação dos limites. O incentivo à prática esportiva também tem importante papel na descoberta de novos talentos e no desenvolvimento da cidadania, uma vez que retira as crianças da ociosidade.
Nestes quesitos, os pólos de Ginástica Rítmica (GR) da Unopar têm importante atuação. É o caso, por exemplo, de Franciele Patrícia Francisco, que treina o esporte há oito anos. Hoje, com 14 anos e depois da conquista de vários títulos, ela lembra da sua adaptação ao entrar na Unopar e da transformação de sua pacata vidinha no Parque Ouro Branco (Zona Sul), onde ainda mora. “Se a gente tem um objetivo na vida, vai atrás. Precisei mudar minha rotina porque os treinamentos são pesados, inclusive, aos sábados. Já se passaram sete anos e espero chegar ainda mais longe com a equipe da Unopar”, diz.
A sua rotina mudou muito. A disciplina adquirida durante as competições e os constantes treinamentos deixaram Franciele mais atenciosa na escola e em casa. “Na nossa rua e no nosso bairro, ela chama a atenção e acho que motivou outras meninas a irem para a escolinha de ginástica do colégio”, comenta a mãe Rosa Francisco. O talento de Franciele, na
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verdade, foi descoberto pelo próprio pai, o verdureiro Luiz Donizete Francisco. Atraído pelas peripécias que chamavam a atenção de todos, o pai imaginou que a filha poderia ser igual às meninas da seleção brasileira de ginástica rítmica que treinavam em Londrina até 2004.
A idéia ganhou força, em 99, quando a família soube que na escola onde Franciele estuda haveria um teste da Unopar. Ao final daquele ano ela foi selecionada para treinar com as equipes de competição de GR na própria Unopar, depois da avaliação da técnica Virgínia Nobre, que desenvolve o trabalho para a renovação constante de ginastas que a instituição mantém. “Logo no primeiro teste, percebi que a menina tinha talento e dispunha da principal característica que uma ginasta precisa ter para seguir carreira: a flexibilidade. É um pré-requisito”, afirmou a técnica.
A alegria de ser escolhida encheu os pais de orgulho. “Trabalhei 36 anos da minha vida na lavoura e sempre quis dar um futuro melhor para os meus filhos. Somos simples, mas sempre quisemos que eles estudassem para ser alguém na vida”, diz Francisco. A persistência rendeu frutos. Logo no primeiro ano treinando na seleção pré-infantil da Unopar, Franciele foi campeã paranaense e brasileira junto com outras cinco meninas.
Com a equipe infantil, a ginasta foi campeã brasileira por duas vezes consecutivas. No ano passado, já integrando a categoria juvenil, a equipe composta também por Amanda Gonçalves, Clara Dias, Ane Caroline Vieira, Giovana Piasentin e Jéssica Figueiredo conseguiu o título Pan-Americano de GR de Conjunto, disputado em Havana (Cuba). A campanha vitoriosa em Cuba foi a primeira participação da equipe londrinense em uma competição internacional depois que a seleção adulta de GR de conjunto deixou de treinar na cidade, em 2004.
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Franciele Patrícia Francisco
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Pólos popularizam a GR
A Unopar mantém quatro pólos de Ginástica Rítmica espalhados por Londrina. As unidades têm o objetivo de popularizar a GR nas diversas regiões da cidade e, para isso, a cada início de ano são feitas avaliações para encontrar novos talentos para renovar as equipes de GR da Unopar. Atualmente, quase 1.000 meninas treinam nos cinco pólos e têm aulas com acadêmicas do curso de Educação Física.
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Dois pólos estão na Zona Leste (na Escola Municipal José Garcia Vilar, no Jardim Interlagos e no Salão Paroquial do Jardim Monte Cristo), um na Zona Oeste (na Escola Municipal Maria Tereza Meleiro Amâncio, no Jardim Santa Rita), outro na Zona Sul (na Escola Oficina Pestalozzi, no Jardim Franciscato)e um no Campus da Unopar (Jardim Piza). As aulas têm duração de 60 a 90 minutos e ocorrem duas vezes por semana em dois turnos: matutino e vespertino.
“As acadêmicas entram na universidade, mostram interesse pela ginástica, aprendem e atuam nos pólos adquirindo experiência. Já as meninas que passam a treinar na Unopar recebem orientação nutricional e se necessário utilizam a Clínica de Fisioterapia e toda a estrutura da instituição durante os treinamentos”, comenta Márcia Aversani Lourenço, coordenadora de ginástica rítmica da Unopar.
Para Márcia, o início dos treinamentos exerce papel fundamental na vida das garotas. “A disciplina adquirida na ginástica passa também para a sala de aula e os professores sempre comentam a melhora que as meninas têm a partir da escolinha de GR. Além disso, a ginasta precisa estar sempre uniformizada, se cuidar, e isso acaba mudando de vez a rotina delas”, avalia.
Na escolinha do Garcia Vilar, a responsável é Jeniffer Oliveira, ex-atleta da Seleção Brasileira que participou das Olimpíadas de Atenas, em 2004. Já a Escola Oficina Pestalozzi fica sob responsabilidade da aluna Deiseielle Sgamate. Na Escola Mara Tereza Amâncio, as aulas são ministradas pela acadêmica Fabiane Paulino. As aulas de iniciação que acontecem no CCBS da Unopar têm como responsável a professora Luciane Maria de Oliveira, especialista em GR pela Unopar. |
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